quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Welcome, again!!!

Regressamos ao estágio. Pois é assim mesmo que entendo a proposta de avaliação aos professores em ano probatório.

Estes terão aulas assistidas que farão parte da sua avaliação. Um professor titular irá assistir a algumas unidades temáticas e daí avaliar desempenho, metodologia, integração das novas tecnologias na sala de aula, relação aluno/professor, etc. Para isso bastava enviar um pedido às nossas universidades sobre o nosso desempenho no estágio.

Quando fiz estágio no 1º ciclo, a professora titular da minha turma apenas tinha o Magistério, trocava competências por objectivos e ensinava através do velho método do banco de escola; “Abram o livro na página X e leiam em voz baixa”.

Serão estes os professores titulares que nos vão avaliar?

Serão os professores que, após tantos anos de carreira, utilizam todos os anos o mesmo material didáctico, com folhas com a linda cor amarela de tanto uso?

Serão estes os professores que olham para um computador como se fosse um inimigo, um bicho de dentes afiados, pronto a atacar após o primeiro toque?

Serão estes os professores que olham para os alunos já sem paciência que vão avaliar a nossa capacidade de integrar o aluno?

Ora, aqui ficam algumas questões impertinentes, pois se para os professores titulares, e estes por norma são os da casa, os que têm mais tempo de serviço, somos uma ameaça, têm medo que lhes roubemos a atenção dos alunos e o carinho, que capacidade de discernimento possuem eles para nos avaliar?

Não somos carne para frente de batalha, somos professores jovens, que tal como eles tiveram de penar para serem alguém, apenas queremos que na hora da avaliação sejam justos e correctos.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Tema quente: A avaliação dos "professorzecos".

Peço desculpa, desde já, pela utilização do termo "professorzecos". Não fui que o inventei nem tão pouco o proferi mas sim os senhores ,a quem chamam de "competentes" e, que integram a equipa do ministério da educação.
Se o termo me poderia levar a escrever um sem número de considerações vou incidir apenas sobre a avaliação que tanto se contesta.
Avaliação porquê e para quê são as perguntas que os sindicatos teimam em querer obter respostas mas não há ainda fumo branco a sair da janela. Como não "habemos respostas" resta-nos continuar a luta e a dissertar sobre o tema.
Incido, portanto, sobre a avaliação dos professores, que tal como eu, ainda não têm cinco anos de tempo de serviço. Serão submetidos a três provas, ainda sem modelo, nas quais terão de obter 14 valores. Nada demais para quem terminou um curso há pouco tempo, tem as melhores metodologias que uma escola democrática pode querer, domina o uso das tecnologias informáticas, estudou as propostas curriculares de ponta a ponta e um sem número de competências ciêntificas que poderíamos acrescentar.
Sim, competências cientificas. Podemos então dizer que a avalição será para verificar as competências cientificas dos professores. Temos, portanto, uma resposta ao porquê.
Para quê?
Na minha humilde opinião o ministério está a desviar-se de temas centrais, como o abandono escolar e o insucesso escolar. Seria então a resposta ao para quê se não fosse a avaliação descurar "pequenos" detalhes tal como as "competências humanas". Se há abandono escolar é porque os alunos não sentem qualquer aproximação à escola e ao seu meio. Cabe então ao professor cativar e deitar por terra os tabus e os as dificuldades que os alunos sentem na integração no meio escolar. Para isso terá de ter a capacidade de se mostrar afectuoso para que na relação professor/aluno haja espaço para desabafos e conselhos. Ora aqui, pergunto eu, onde será avaliado o lado humano de um professor que irá contribuir para que o aluno obtenha o acompanhamento que lhe falta em casa.
Outra questão é o insucesso escolar, que para além das competências cientificas, um professor deverá ter o método adequado por forma a tornar as aulas interessantes e motivadoras. Onde é avaliado?
Resta-nos fazer ver ao ministério que a avaliação não vai levar a lado nenhum a não ser a um processo de avaliação em cadeia, ou seja, chumbam os professores que saem "fresquinhos" da universidade. O passo seguinte será a avaliação dos professores que avaliaram e aprovaram os professores que o minstério chumbou, o que leva à avaliação dos professores que formaram os professores que aprovaram os professores que o minstério chumbou. Isto vai pôr em causa todas as profissões superiores como a da senhora ministra, que teve uma professora que a aprovou mas que os professores, hoje, chumbam!