Regressamos ao estágio. Pois é assim mesmo que entendo a proposta de avaliação aos professores em ano probatório.
Estes terão aulas assistidas que farão parte da sua avaliação. Um professor titular irá assistir a algumas unidades temáticas e daí avaliar desempenho, metodologia, integração das novas tecnologias na sala de aula, relação aluno/professor, etc. Para isso bastava enviar um pedido às nossas universidades sobre o nosso desempenho no estágio.
Quando fiz estágio no 1º ciclo, a professora titular da minha turma apenas tinha o Magistério, trocava competências por objectivos e ensinava através do velho método do banco de escola; “Abram o livro na página X e leiam em voz baixa”.
Serão estes os professores titulares que nos vão avaliar?
Serão os professores que, após tantos anos de carreira, utilizam todos os anos o mesmo material didáctico, com folhas com a linda cor amarela de tanto uso?
Serão estes os professores que olham para um computador como se fosse um inimigo, um bicho de dentes afiados, pronto a atacar após o primeiro toque?
Serão estes os professores que olham para os alunos já sem paciência que vão avaliar a nossa capacidade de integrar o aluno?
Ora, aqui ficam algumas questões impertinentes, pois se para os professores titulares, e estes por norma são os da casa, os que têm mais tempo de serviço, somos uma ameaça, têm medo que lhes roubemos a atenção dos alunos e o carinho, que capacidade de discernimento possuem eles para nos avaliar?
Não somos carne para frente de batalha, somos professores jovens, que tal como eles tiveram de penar para serem alguém, apenas queremos que na hora da avaliação sejam justos e correctos.